OOH em Portugal: e que tal voltarmos a focar-nos no que é realmente importante?
A discussão atual da liderança no mercado da publicidade exterior em Portugal, mais do que irrelevante e pouco importante para os anunciantes, parece querer ressuscitar métricas erradas que já há muito Portugal ultrapassou.
Anunciantes e agências desde há muito que ignoram quem tem o maior inventário em Portugal, percebendo que o que importa é escolher a melhor oferta disponível no preciso momento em que necessitam comunicar.E é essa forma de planear que nos permitiu atingir em Portugal um “share of voice” no OOH de cerca de 16%, algo raro no panorama mundial e que resultou de um trabalho meritório dos operadores desde há muitos anos.
Aliás, se ter o maior inventário se traduzisse em liderança, a MOP seria líder há muitos anos, pois além de todo o inventário que possui nos vários segmentos, detemos milhares de metros quadrados em estações de metro, comboios e outras zonas de altíssima circulação que, se fossem todos contabilizados, dariam certamente o título de “liderança do sector”. Mas podemos perguntar: então porque não está todo este inventário da MOP no painel de medição, o que nos tornaria também a empresa “líder do inventário medido”?
Por uma questão de avaliação óbvia de custo-benefício. Medir cada ponto tem um custo e grande parte do nosso inventário é dirigido a anunciantes que se “contentam” com a informação existente – sobretudo nos transportes em que os operadores já fornecem dados de circulação bastante robustos. Não há racionalidade económica em duplicar a medição.
Mas retomando o foco no que é essencial: o anunciante não procura a maior rede em absoluto. Procura a melhor rede disponível no momento em que lança a sua campanha, com a combinação certa de formatos, geografias, contextos e ambientes.